Casas iluminadas e mosquetes marcaram a Independência em Curitiba em 1822
Reprodução/band.com.br
Curitiba

Casas iluminadas e mosquetes marcaram a Independência em Curitiba em 1822

Com cerca de 220 casas e população ligada ao campo, Curitiba celebrou a aclamação de Dom Pedro com iluminação das residências, missa solene e manifestações públicas. Registros também mostram o apoio da Câmara ao imperador durante a disputa com as Cortes de Lisboa.

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Por Redação Diário 41 · 6 de setembro de 2026 às 00:27
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Quando o Brasil declarou a Independência de Portugal, em 1822, Curitiba era uma pequena vila com aproximadamente 220 casas, poucas ruas e uma população ligada principalmente às atividades agrícolas. Na época, a região ainda fazia parte da Província de São Paulo.

Uma das principais celebrações ocorreu em 12 de outubro, após a aclamação de Dom Pedro como Imperador Constitucional do Brasil. Moradores iluminaram as casas e fizeram salvas; no dia seguinte, autoridades, militares e habitantes se reuniram para a solenidade.

A programação incluiu missa solene, sermão e a oração Te Deum, na Igreja Matriz. Ao final, a tropa de cavalaria posicionada diante da Matriz e dos antigos Paços do Concelho realizou três descargas de mosquetaria, em uma área correspondente ao entorno da atual Praça Tiradentes, então chamada Largo da Matriz.

A ata da Câmara registra manifestações de apoio à Independência, à Assembleia Geral Constituinte e a Dom Pedro. O documento também relata que representantes do povo e da tropa declararam disposição para defender o imperador diante das pressões das Cortes de Lisboa.

Os registros ainda apontam a posição econômica da vila nas rotas de gado que ligavam o Rio Grande do Sul aos mercados do Centro-Sul. Em 26 de outubro de 1822, a Câmara escolheu o alferes Cândido Marcondes Ribas, natural de Curitiba, para representar a vila em um encontro com Dom Pedro.

As atas retratam a atuação das autoridades e não permitem afirmar como cada morador recebeu a Independência. Segundo os documentos, porém, a ruptura com Portugal chegou à vida pública local por meio de celebrações religiosas, reuniões, manifestações políticas e ações militares.

Fonte: band.com.br

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