

Curitiba lidera contratação de migrantes entre capitais em 2025
Curitiba registrou saldo positivo de 7.267 empregos formais ocupados por trabalhadores migrantes em 2025, segundo boletim do Observatório Regional de Governança Migratória. O resultado colocou a capital paranaense à frente de São Paulo e Florianópolis.
Curitiba teve o maior saldo de empregos formais ocupados por trabalhadores migrantes entre as capitais brasileiras em 2025. São Paulo registrou 6.224 vagas, enquanto Florianópolis teve saldo de 2.440. No Paraná, o saldo chegou a 21.023 empregos formais para esse público.
A maior parte das contratações no estado ficou concentrada em atividades operacionais. Os setores com maiores saldos foram indústria de transformação, com 7.443 vagas; comércio e reparação de veículos, com 5.776; e alojamento e alimentação, com 1.505.
Entre as ocupações mais frequentes aparecem alimentador de linha de produção, atendente de lojas e mercados, operador de caixa, auxiliar de alimentação e faxineiro. Em 2025, o Paraná registrou 89.175 admissões de trabalhadores migrantes, volume equivalente a cerca de 1,4% das 6,26 milhões de pessoas ocupadas no estado, segundo dados do IBGE.
A economista Ludmila Culpi, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), atribui a atratividade de Curitiba à combinação de mercado de trabalho formal, serviços públicos e custo de vida relativamente menor que o de outros grandes centros. Segundo ela, os migrantes também ocupam postos com dificuldades de recrutamento e alta rotatividade.
Além do emprego, iniciativas de acolhimento auxiliam na documentação, no aprendizado do idioma, no acesso à educação e na inserção social. O projeto Movimentos Migratórios e Psicologia (Move), da Universidade Federal do Paraná (UFPR), oferece acolhimento psicossocial, orientações e encaminhamentos para redes de proteção, mercado de trabalho e ensino superior.
Um dos trabalhadores que chegaram a Curitiba é o venezuelano Daniel Ramón Torrealba, que deixou seu país em agosto de 2024. Ele trabalha em um empório no Mercado Municipal, cursa técnico em Segurança do Trabalho e pretende estudar jornalismo e reabrir o negócio de costura da avó.
Fonte: gazetadopovo.com.br
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