Em Curitiba, Lula diz que ministro do STF não pode ocupar cargo para enriquecer
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Política

Em Curitiba, Lula diz que ministro do STF não pode ocupar cargo para enriquecer

Durante evento de campanha na capital paranaense, o presidente afirmou que o cargo no Supremo deve ser exercido como um “sacerdócio”. Lula também declarou que seu filho, Lulinha, não será protegido caso tenha cometido algum erro.

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Por Redação Diário 41 · 13 de setembro de 2026 às 02:01
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou neste sábado (12), durante campanha em Curitiba, que ninguém deve ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de ficar rico. Segundo ele, o cargo exige dedicação e um padrão de comportamento acima da média da sociedade.

Lula comparou a função a um “sacerdócio” e disse que a regra também se aplica a ele, ao filho e aos ministros da Suprema Corte. A declaração ocorreu no contexto da crise envolvendo o caso Master e questionamentos sobre investigações no STF.

Durante o evento, o presidente voltou a afirmar que não protegerá o filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Ele é investigado em três inquéritos no Supremo, incluindo uma apuração sobre suspeitas de corrupção e tráfico de influência relacionadas à tentativa de obter contrato com o Ministério da Saúde para fornecimento de medicamentos à base de canabidiol ao SUS.

“Ele [Lulinha] nasceu para fazer as coisas certas e eu acredito na inocência dele. Mas se ele cometeu um erro, ele terá de pagar pelo erro que cometeu”, afirmou Lula.

O caso Master envolve relatórios da Polícia Federal sobre mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes, além de registros relacionados a um contrato de R$ 130 milhões entre o escritório da esposa do ministro e Vorcaro. Também há suspeitas apontadas em relatórios de inteligência sobre a atuação do ministro André Mendonça na condução das operações “Sem Desconto” e “Compliance Zero”.

Em despacho assinado neste sábado, o presidente do STF, Edson Fachin, rejeitou o pedido de julgamento conjunto apresentado por Moraes. Fachin manteve uma sessão plenária extraordinária para analisar uma petição relatada por Mendonça e marcou para 23 de setembro a apreciação da petição que reúne informações sobre Moraes.

Fonte: g1.globo.com

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