

Greve em Araucária chega ao quarto dia com impactos na educação e na saúde
Paralisação afeta 60 das 74 unidades escolares, segundo a Prefeitura, e teve adesão de cerca de 600 servidores da saúde. Movimento contesta mudanças em tramitação na Câmara e segue sem acordo com a administração municipal.
A greve dos servidores municipais de Araucária chegou ao quarto dia nesta sexta-feira (2), com impactos principalmente na educação e na saúde. O movimento começou na terça-feira (29), após a aprovação, em primeiro turno, do PELO nº 11/2026 e da Emenda nº 59/2026 pela Câmara Municipal.
Segundo a Prefeitura, 60 das 74 unidades escolares tiveram algum comprometimento no atendimento. Doze ficaram fechadas, 25 abriram sem atender os alunos e sete funcionaram parcialmente. A administração estima que aproximadamente 80% dos estudantes tenham sido prejudicados. A paralisação também atingiu 23 dos 36 CMEIs e dois dos quatro CMAEEs.
Na saúde, cerca de 600 servidores aderiram à greve, conforme o município, que informou prejuízos no atendimento de algumas unidades, sem detalhar quais serviços foram afetados. As secretarias de Assistência Social, Segurança Pública, Departamento de Trânsito, Trabalho e Emprego e Agricultura não registraram impactos, segundo o balanço divulgado.
Entre os motivos da mobilização estão as mudanças propostas para a administração municipal, a atuação sindical, o afastamento de servidores para exercer direção sindical, a Conferência Municipal de Saúde e entidades da administração indireta, como o Fundo de Previdência Municipal de Araucária (FPMA). Os sindicatos afirmam temer uma ampliação da influência do Executivo sobre o fundo; a Prefeitura contesta essa interpretação e diz que a Emenda nº 59 preserva a autonomia da entidade.
Na quarta-feira (30), servidores ocuparam o gabinete do prefeito. A paralisação também é alvo de uma decisão do Tribunal de Justiça do Paraná, que manteve uma ordem relacionada ao movimento do SISMMAR e elevou de R$ 5 mil para R$ 50 mil por dia a multa em caso de descumprimento. Prefeitura afirma que há tratativas com os sindicatos, mas ainda não houve acordo. As propostas continuam em tramitação e foram aprovadas apenas em primeiro turno.
Fonte: Portal Nosso Dia (RMC)
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