

Guarda Municipal interrompe ato no Edifício Pires, em Curitiba
Intervenção artística organizada pelo MTD denunciava o abandono do prédio histórico na Praça Tiradentes. Prefeitura atribui a não realização da obra à falta de recursos da UFPR, que afirma não ter formalizado a parceria.
Uma intervenção artística organizada no domingo (27) pelo Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD) no Paraná foi interrompida pela Guarda Municipal de Curitiba. O ato ocorria no Edifício Pires, na Praça Tiradentes, e denunciava o esvaziamento do Centro da capital.
A obra prevista não foi realizada. A prefeitura informou que o principal motivo foi a falta de recursos da Universidade Federal do Paraná (UFPR), apresentada como parceira do projeto. A universidade, porém, declarou que a parceria nunca foi formalizada.
Em setembro de 2025, a prefeitura havia anunciado que o prédio seria transformado em um centro de economia solidária. O MTD também realizou outra ocupação no local durante este mês para denunciar a deterioração e o esvaziamento do imóvel.
Segundo dados do Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Curitiba tem mais de 100 mil domicílios abandonados. Em nota, o movimento questionou: “Quem verdadeiramente lucra com o abandono dos espaços públicos? Enquanto a prefeitura coloca asfalto em cima de asfalto em bairros nobres e joga o povo trabalhador cada vez mais longe e para lugares mais precarizados, nós vemos imóveis públicos deteriorando”.
A entidade também criticou a atuação da Guarda Municipal e afirmou que o problema seria falta de vontade política, e não de recursos. No Paraná, quase meio milhão de famílias não têm moradia digna, segundo a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), enquanto Curitiba registrava 4,5 mil pessoas em situação de rua no CadÚnico em 2026.
Fonte: brasildefato.com.br
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