

IOP relata dificuldades de mais de 400 pacientes em Curitiba
Mais de 400 pacientes procuraram o Instituto de Oncologia do Paraná (IOP) relatando dificuldades para manter tratamentos contra o câncer em Curitiba, segundo o instituto. Os problemas envolvem a liberação de procedimentos e exames e orientações para transferência dos atendimentos a outras instituições.
O IOP, clínica do Grupo Med4u, afirma que mais de 1,8 mil pessoas em Curitiba e na Região Metropolitana podem ser impactadas pela situação. A controvérsia envolve a substituição de prestadores na rede credenciada da Amil e decisões judiciais sobre a continuidade da assistência.
Enquanto pacientes relatam contatos para transferir os tratamentos, o IOP diz que continua credenciado e aponta o descumprimento de liminares que, segundo o instituto, garantem a manutenção dos atendimentos. A discussão é objeto de uma Ação Inibitória na Vara de Saúde Suplementar de Curitiba, no processo nº 0003970-76.2026.8.16.0001.
Pacientes relatam ter recebido chamadas de terceiros citando diagnósticos, exames e datas de aplicação de medicamentos. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) informou que não possui procedimentos de fiscalização ou denúncias registradas especificamente sobre o caso no Paraná, mas explicou que dados de saúde são sensíveis e seu compartilhamento deve seguir hipóteses legais, transparência e necessidade.
A Amil afirmou que as autorizações para procedimentos e exames de beneficiários em tratamento no IOP estão regulares e sem atrasos. A operadora disse ainda que a reorganização da rede segue as normas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e uma decisão judicial favorável à substituição do prestador, publicada pelo Tribunal de Justiça do Paraná em 3 de setembro de 2026.
Segundo a Amil, os beneficiários podem optar por migrar ou não para outra instituição de referência com atendimento integral. A empresa informou ter registrado duas demandas em sua Ouvidoria durante o processo.
Fonte: tribunapr.com.br
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