

Leishmaniose visceral soma 24,4 mil casos no Brasil entre 2015 e 2024
Doença está presente nas cinco regiões do país e é transmitida pela picada do mosquito-palha infectado. Prevenção inclui cuidados com o ambiente, acompanhamento veterinário e proteção dos cães.
A leishmaniose visceral continua sendo um desafio de saúde pública no Brasil. Segundo o Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral, publicado pelo Ministério da Saúde em 2026, foram registrados 24.454 casos em humanos entre 2015 e 2024.
Apesar da queda de 69,7% no número de novos casos entre 2017 e 2024, a presença da doença nas cinco regiões brasileiras reforça a necessidade de medidas preventivas. A enfermidade é causada por protozoários do gênero Leishmania e transmitida principalmente pela picada de flebotomíneos infectados, conhecidos como mosquito-palha.
Nas áreas urbanas, o cão é apontado como o principal reservatório do parasita. A transmissão não ocorre pelo contato direto entre o animal e as pessoas, mas pela ação do inseto vetor.
A infecção pode permanecer sem sinais aparentes por períodos prolongados. Quando surgem sintomas nos cães, podem ocorrer emagrecimento progressivo, queda de pelos, feridas de difícil cicatrização, crescimento excessivo das unhas, apatia, perda de apetite, alterações renais e lesões nos olhos. Mudanças no comportamento ou na condição física devem ser avaliadas por um médico-veterinário.
A prevenção envolve manter quintais e áreas externas limpos, reduzir o acúmulo de matéria orgânica, fazer acompanhamento veterinário e utilizar produtos repelentes adequados. O Ministério da Saúde também inclui o controle do vetor e o manejo ambiental entre as estratégias de enfrentamento da doença.
Fonte: Bem Paraná
Informação que importa, direto do Diário 41.
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