

Nova concessão de Curitiba coloca modernização do sistema em debate
Artigo aponta que renovação da frota e eletrificação precisam ser acompanhadas por medidas para reduzir o tempo de viagem e integrar a operação. Texto também defende um plano de transição entre os atuais e os futuros operadores.
A nova concessão do transporte coletivo de Curitiba prevê contratos de 15 anos, renovação da frota, eletrificação progressiva, integração temporal e novos padrões de conforto. Para o especialista em transporte público e mobilidade urbana Eraldo Constanski, porém, a discussão deve considerar se haverá modernização do sistema como um todo, e não apenas dos ônibus.
O artigo destaca que veículos novos, climatizados, acessíveis e menos poluentes representam avanços, mas não resolvem sozinhos problemas como longas esperas nos pontos e congestionamentos. Entre as medidas citadas para melhorar a velocidade comercial estão faixas exclusivas, prioridade semafórica, tratamento de cruzamentos e melhorias nos acessos aos terminais.
A integração temporal também é apontada como positiva, mas o texto defende o acompanhamento de seus efeitos financeiros. A mudança pode alterar a arrecadação caso viagens que antes geravam duas receitas passem a ser realizadas com uma única tarifa, aumentando a necessidade de monitoramento da sustentabilidade da política.
Outro desafio mencionado é a transição para os futuros operadores. O processo deverá envolver uma rede com mais de mil veículos, centenas de linhas, sistemas tecnológicos, garagens e milhares de trabalhadores, além da preservação de dados, conhecimento, programação e continuidade do serviço.
O artigo afirma ainda que a divisão da operação em cinco lotes não deve resultar em cinco sistemas separados. Para o passageiro, a proposta é manter um único Sistema de Transporte Público de Curitiba, com planejamento, bilhetagem, informação e operação integrados.
Fonte: Bem Paraná
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