Origamista autista fará mais de 4 mil tsurus para exposição no Afonso Pena
Reprodução/bemparana.com.br
Região Metropolitana

Origamista autista fará mais de 4 mil tsurus para exposição no Afonso Pena

Maria Izabel Corrêa Guiraud produzirá mais de 4 mil dobraduras para uma instalação sobre doação de órgãos. A exposição será realizada de 21 de setembro a 21 de outubro, no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais.

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Por Redação Diário 41 · 4 de setembro de 2026 às 05:51
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A origamista profissional e autista Maria Izabel Corrêa Guiraud assumiu a produção de mais de 4 mil tsurus para a terceira edição da exposição Histórias de Transplantes, promovida pelo Hospital Angelina Caron (HAC), de Campina Grande do Sul. A mostra será montada no saguão de embarque do Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, entre 21 de setembro e 21 de outubro de 2026.

A instalação terá 5 mil peças. Além das dobraduras feitas por Maria Izabel, o hospital organizará uma oficina aberta à comunidade, com participação de colaboradores, pacientes e acompanhantes. O conjunto representará as mais de 5 mil pessoas que aguardam um órgão ou tecido no Paraná.

A ação integra o Setembro Verde, período de conscientização sobre a doação de órgãos, e marca os 25 anos de atuação do hospital na área de transplantes. Segundo os trechos divulgados, o HAC realizou 3.401 transplantes desde o início do serviço, em 2001, até 16 de agosto de 2026. Neste ano, até a mesma data, foram 98 procedimentos.

Maria Izabel teve contato com o origami na infância, em atividades com o avô e o pai. A prática também passou a ajudá-la nos exercícios de concentração relacionados à epilepsia e, posteriormente, tornou-se profissão. Ela afirma que a concentração, a atenção aos detalhes e a persistência associadas à atividade contribuem para seu trabalho.

Criada pelo HAC, a exposição reúne relatos de pessoas transplantadas e busca estimular a conversa familiar sobre a doação. No Brasil, a autorização da família é necessária para a doação de órgãos após a morte, mesmo quando a pessoa manifestou esse desejo em vida.

Fonte: bemparana.com.br

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